Os investimentos e a nova divisão interna da Volkswagen

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O Grupo Volkswagen promete investir mais de €7 bilhões no desenvolvimento de softwares e tecnologias embarcadas em seus veículos nos próximos anos. Com a nova divisão interna do grupo, chamada Car.Software, a montadora quer elevar a participação ativa das tecnologias desenvolvidas, preservando seu domínio por elas. “Até 2025, queremos aumentar para 60% a parcela de softwares com desenvolvimento próprio. Atualmente essa proporção é inferior a 10%”, afirma o CEO da Car.Software, Christian Senger. 

O grupo visa manter esse controle de toda a arquitetura do veículo – sobretudo os eletrônicos – para preservar as informações que serão compartilhadas quando o desenvolvimento de seus produtos tiverem a participação de outras empresas. Para o CEO, essa seria o único jeito de garantir a competitividade em longo prazo. Também acredita que esse esforço vale a pena por causa do grande volume de vendas de todo o grupo (11 milhões de unidades em 2019). A produção em grande escala permitirá amortizar os custos de desenvolvimento. 

Christian também menciona que um dos grandes diferenciais da marca é saber lidar com toda a complexidade do automóvel, desde sua fabricação até o desenvolvimento dos softwares necessários. Um de seus objetivos, é criar um sistema operacional padronizado para as marcas do grupo. A nova eletrônica permitirá atualizações e serviços de software na nuvem para que os motoristas possam baixar novos produtos e atualizações digitais a qualquer momento. 

Setor de máquinas agrícolas cresce em meio às paralisações

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A indústria automotiva continua sofrendo os impactos da pandemia, que se iniciou na China, em janeiro. O país asiático é o maior mercado de veículos do globo e também um importante fornecedor de autopeças, o que ocasionou em uma ruptura considerável na importação de peças de outros países. Devido às medidas de presenças tomadas pelo país asiático, a produção chinesa pôde ser retomada em março, enquanto começavam as paralisações na Europa e Américas. 

Contudo, no Brasil, a venda de máquinas agrícolas e rodoviárias conseguiu registrar um crescimento dentro desses cinco meses de instabilidade, ao contrário do que verificou-se com os demais segmentos da indústria. “Embora não seja um crescimento tão claro porque se trata do repasse das fábricas para as concessionárias e não para o consumidor final, também é verdade que este é o maior acumulado para o período desde 2017”, afirma o vice-presidente da Anfavea, Alfredo Miguel Neto.

O setor é movido pela produção de grãos e consumo de carne bovina, suína e aves. A CONAB destaca que, apesar do impacto causado por problemas climáticos na região Sul, a produção de soja e milho devem apresentar record de produção. “Esperamos agora pelo anúncio do Plano Safra, que deve ocorrer no dia 15 deste mês”, recorda Miguel Neto.

Ele também ressalta que o crescimento nas vendas do setor até o fim do ano dependerá de um Plano Safra com juros alinhados à taxa Selic e do total de crédito suficiente por um ano inteiro para Pronaf, Pronamp e Moderfrota, além da ativação rápida das linhas de crédito.