Setor de máquinas agrícolas cresce em meio às paralisações

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A indústria automotiva continua sofrendo os impactos da pandemia, que se iniciou na China, em janeiro. O país asiático é o maior mercado de veículos do globo e também um importante fornecedor de autopeças, o que ocasionou em uma ruptura considerável na importação de peças de outros países. Devido às medidas de presenças tomadas pelo país asiático, a produção chinesa pôde ser retomada em março, enquanto começavam as paralisações na Europa e Américas. 

Contudo, no Brasil, a venda de máquinas agrícolas e rodoviárias conseguiu registrar um crescimento dentro desses cinco meses de instabilidade, ao contrário do que verificou-se com os demais segmentos da indústria. “Embora não seja um crescimento tão claro porque se trata do repasse das fábricas para as concessionárias e não para o consumidor final, também é verdade que este é o maior acumulado para o período desde 2017”, afirma o vice-presidente da Anfavea, Alfredo Miguel Neto.

O setor é movido pela produção de grãos e consumo de carne bovina, suína e aves. A CONAB destaca que, apesar do impacto causado por problemas climáticos na região Sul, a produção de soja e milho devem apresentar record de produção. “Esperamos agora pelo anúncio do Plano Safra, que deve ocorrer no dia 15 deste mês”, recorda Miguel Neto.

Ele também ressalta que o crescimento nas vendas do setor até o fim do ano dependerá de um Plano Safra com juros alinhados à taxa Selic e do total de crédito suficiente por um ano inteiro para Pronaf, Pronamp e Moderfrota, além da ativação rápida das linhas de crédito.

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