“Setor aponta crescimento

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A Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta melhora na situação financeira do setor, além do acesso ao crédito. Apresentando assim, uma forte retomada em setembro, tanto no que diz respeito à produção, quanto na capacidade instalada. “Expectativa de uma sustentação desse crescimento nos próximos meses, uma contratação que só vai acontecer em uma percepção de melhor. É um resultado bastante importante. Tudo isso ajuda para uma sustentação do crescimento para além do que foi perdido nos meses de abril e março por conta da pandemia.” Afirma o gerente de Análise Econômica, Marcelo Azevedo.

Entretanto, tal retomada implica em desabastecimento em cadeias siderúrgicas, construção civil, automotiva e a reclamação de preços mais elevados das matérias primas, isso porque, com a paralisação no início do ano, a demanda caiu e os estoques foram afetados.

Segundo pesquisa da CNI, faltam insumos para abastecer 68% das indústrias brasileiras. A indústria têxtil foi um dos primeiros setores a reagir neste segundo semestre, o custo da matéria-prima está mais alto também.
A CNI afirma que foram 800 empresas consultadas no estudo que estão com dificuldades para obter insumos no país. Sem matéria-prima suficiente para atender a demanda das indústrias, o que tem disponível no mercado ficou ainda mais disputado, o que acabou encarecendo os produtos.

“A economia reagiu em uma velocidade acima da esperada. Assim, tivemos um descompasso entre a oferta e a procura de insumos. E tanto produtores quanto fornecedores estavam com os estoques baixos. No auge da crise, vimos a desmobilização das cadeias produtivas e baixos estoques. Além disso, temos a forte desvalorização do real, que contribuiu para o aumento do preço dos insumos importados”, afirma o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.

A pesquisa mostra que 44% das empresas consultadas afirmam que estão com problemas para atender os clientes. Essas empresas apontam entre as principais razões para a dificuldade de atendimento a falta de estoques, apontada por 47% das empresas, demanda maior que a capacidade de produção, com 41%, e incapacidade de aumentar a produção, com 38%.

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