Paradoxos da evolução tecnológica do setor automobilístico

A importância do avanço tecnológico é inegável – e sua evolução, irrefreável. Porém, existem algumas consequências negativas nas novidades do setor automobilístico que demandam a busca de novas soluções.

1.Novo desafio ambiental

Com a substituição de veículos à combustão por elétricos, surge um novo problema ambiental: as baterias elétricas, que geram lixo eletrônico. Muitos componentes são tóxicos e não recicláveis, demandando um descarte específico. No Brasil, em especial, onde apenas 3% do lixo eletrônico é descartado corretamente, o problema exige atenção.

As fontes de geração de energia também precisam ser limpas, ou a tecnologia pode se tornar insustentável.

2. Desemprego tecnológico

O desemprego tecnológico é uma tendência para qualquer segmento, e no caso do setor automobilístico, virá a afetar tanto os operadores nas fábricas, quanto profissionais que geram renda como motoristas. Para países em desenvolvimento, é um fator preocupante em relação à oferta de mão de obra, que deve ser previsto e solucionado pelos governos.

3. Problemas de privacidade

A inteligência artificial está cada vez mais presente nos novos veículos, que são capazes de coletar até mais dados do usuário que um smartphone. Veja as informações que os modelos mais recentes colhem dos motoristas:

  • Identificação – biometria, peso e altura, scanner do rosto, gravações de voz.
  • Comportamento – portas abertas, velocidade, aceleração e desaceleração, e até mesmo quando e onde as luzes foram acesas
  • Localização – rotas habituais e locais de estacionamento.

Além de apenas 10% dos motoristas estarem de fato cientes dos dados que estão cedendo às montadoras, o risco da ação de hackers poderia até mesmo assumir o controle do veículo à distância.

Qual a sua opinião sobre estes “paradoxos”? Conte nos comentários!

Volkswagen Way to Zero – a missão de se tornar zero carbono até 2050

Em sua primeira convenção Way to Zero, a Volkswagen apresentou a estratégia por trás do plano de conquistar o título de empresa de balanço neutro em termos de CO2, até 2050.

Segundo a empresa, um pacote de medidas será adotado, atuando em diversas frentes:


Nas plantas de fábrica
A previsão é de que, até 2030, todas as plantas do grupo no mundo, com exceção da China, passem a operar 100% com eletricidade verde.

Na geração de energia

Além de investir em energia eólica e solar, a Volkswagen está colaborando com a construção da maior usina solar independente da Alemanha, tendo a capacidade total de 170 milhões de kW/h por ano.
Na produção

No processo de fabricação, incluindo toda a cadeia de suprimentos, o foco será a eficiência energética e a utilização de eletricidade verde. Os novos projetos terão como critério fundamental a questão do CO2, inclusive na escolha de fornecedores. Entre as inovações estão os componentes da mais nova linha ID: baterias e aros das rodas feitos em alumínio verde, e pneus produzidos com baixas emissões.

Caso não seja possível evitar as emissões durante o processo de produção, a proposta é reduzi-las gradualmente e compensá-las através de outras ações, em projetos com certificados de proteção ambiental.

Um dos projetos apresentados foi o Kantigan Mentaya, que consiste na proteção de 149.800 hectares de floresta tropical na Indonésia, responsável por absorver grandes quantidades de CO2.

Na tecnologia oferecida
“Queremos que todos participem neste movimento, ao poderem escolher sistemas de tração inovadores. Para que possa encontrar a sua forma pessoal de reduzir as emissões. Só assim conseguiremos alcançar um objetivo comum” – conforme declarado no site da VW.

A Volkswagen já oferece motores híbridos (de tração à combustão ou elétrica), mas agora conta com os modelos ID.3 e ID.4, veículos totalmente elétricos, cujo motor tem as características:

● Balanço neutro de CO2* na produção e entrega
● Binário máximo desde o arranque para um prazer de condução sem compromissos
● Espaço generoso devido à plataforma modular elétrica (MEB)

Ações como essa serão cada vez mais frequentes, conforme o avanço da tecnologia. O que você acha sobre a proposta? Compartilhe nos comentários!