Futuro da mobilidade verde: Carros elétricos ou a hidrogênio?

A corrida entre as soluções eletrificadas e a hidrogênio estão acirradas. Dia após dia as montadoras surgem com novidades sobre o desenvolvimento de tecnologias que diminuem o impacto ambiental do setor automobilístico e ainda não está claro qual das alternativas virá a ser a mais eficiente (e viável).

Algumas personalidades relevantes do segmento já tomaram seu partido: Herbert Diess,  CEO do Grupo Volkswagen, declarou em seu twitter: “Está provado que o carro a hidrogênio NÃO é a solução para o clima. No transporte, a eletrificação prevaleceu. Debates falsos são uma perda de tempo. Por favor, ouça a ciência!”

Já Jürgen Guldner, vice-presidente da BMW, está a frente do desenvolvimento da tecnologia verde da empresa e tem uma visão mais imparcial: “Já que o futuro é de emissões zero, acreditamos que ter duas respostas é melhor do que uma”

E você, apostaria em qual solução?

Avanço da mobilidade elétrica no Brasil é ameaçada por novos impostos

A bolha que defende o avanço da mobilidade elétrica no Brasil está prestes a estourar. Desde 2015, os brasileiros desfrutam de um mercado de carros elétricos com isenção de taxa na importação – porém, isso está próximo de acabar.

A Lista Nacional de Exceções À Tarifa Externa Comum (TEC) – documento responsável por ditar as alíquotas de imposto pertinentes a todos os países do Mercosul – contém, graças à decisão da Câmara de Comércio Exterior (Camex), a NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul), onde foi definido em até 7% o imposto de importação para carros movidos exclusivamente a eletricidade ou hidrogênio.

Porém, a medida que já vigora a 6 anos está prestes a vencer em dezembro. Caso o Conselho de Mercado Comum (CMC) não a renove, as alíquotas subirão para incríveis 35%, o que será um banho de água fria no mercado que vem se aquecendo através do investimento pesado de montadoras e incentivos governamentais.

A situação se transformou em um cabo-de-guerra: Por um lado, a maior arrecadação fiscal seria muito conveniente ao cenário econômico brasileiro. Por outro lado, o aumento dos impostos produzirá um desaceleramento no desenvolvimento das novas tecnologias necessárias para a eletrificação, diminuirá o poder de compra do consumidor para esse tipo de veículos e, com isso, se tornará um obstáculo aos objetivos sustentáveis do governo, que contam com o crescimento deste mercado para diminuir as emissões de carbono.

“Como se trata de um mercado novo no Brasil, qualquer tipo de aumento de tarifa irá afetar sua taxa de crescimento, especialmente para as novas tecnologias de propulsão que necessitam de volume para serem barateadas”, afirma a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores).

SP volta atrás e reduz ICMS de carros usados e eletrificados

Medidas visam aquecer o mercado e entram em vigor a partir de 1º de janeiro de 2022

Depois do polêmico aumento da alíquota do imposto para transações com carros usados ocorrido em outubro de 2020, o governo do estado de São Paulo “faz as pazes” com o segmento automotivo ao anunciar, nesta quarta-feira, 29, o retorno ao valor original para veículos usados, além da diminuição do tributo de eletrificados.
Relembrando

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Em outubro, o ICMS de veículos usados subiu de 1,8% para 5,3%, representando um aumento de 207%. A mudança gerou revolta, e manifestações contra a medida se desdobraram em todo o Estado. Depois de tantas reclamações, em abril o índice foi para 3,9% e a partir de 2022 voltará a 1,8%.

A novidade é celebrada por toda a categoria, pois afeta tanto as concessionárias como os consumidores, aquecendo o mercado.

Outras medidas anunciadas no dia 29 foram a redução do ICMS de 18% para 14,5% de automóveis, caminhões e ônibus novos, que sejam elétricos ou híbridos, também passando a valer em 2022. Notícia que contribui para a escalada energética, bem como a expansão da mobilidade elétrica no Brasil, onde o público já demonstra grande interesse em adotar a tecnologia.

Veja também:
http:// http://fupresa.hospedagemdesites.ws/blog/2021/04/06/expansao-dos-carros-eletricos-no-brasil-e-no-mundo/