“Sobe e desce” no setor automotivo testa resiliência da cadeia de fornecedores

Mesmo frente às adversidades dos últimos 2 anos, provenientes dos severos obstáculos sofridos pelo mercado automotivo desde o início da pandemia, a Fupresa seguiu se ajustando às necessidades de seus clientes, seja reduzindo rapidamente a produção devido a cortes de pedidos, seja investindo para suprir a demanda crescente de alguns setores – com destaque para os clientes do segmento de caminhões.

O ano de 2022 começa com alguns pontos de interrogação:

  • Qual será o comportamento das demandas frente à continuidade da falta de insumos que ainda persiste na cadeia automotiva?
  • Como será a evolução e impacto da nova variante Ômicron?
  • Até onde vai a inflação?

Em tempos de instabilidade e imprevisibilidade, é fundamental focar na comunicação e transparência com clientes e fornecedores. Dessa forma, problemas maiores poderão ser evitados ou minimizados.

A indústria não pode parar e a Fupresa segue investindo todos seus esforços para contribuir cada vez mais com o mercado automotivo. Vamos em frente!

Chegada da Proconve L7 E P8 e saída dos carros mais populares do país

2022 começa com a chegada da Proconve L7 e P8, fases finais do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores para veículos leves e pesados, respectivamente.

O programa, criado em 1986 pelo Conama com o intuito de promover a conscientização sobre o impacto de automotores na poluição atmosférica, busca impulsionar a pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias que tornem tanto as características técnicas dos combustíveis disponíveis, quanto a engenharia automobilística e a medição de poluentes mais eficazes e sustentáveis.

As crescentes exigências sobre os limites máximos de emissão de poluentes exercem pressão nas montadoras contra a obsolescência dos veículos. Porém, alguns modelos inevitavelmente acabam estrangulados – acaba não valendo a pena para as empresas investir na adequação tecnológica.

Como em 2022 as regras incluem não somente o controle do escapamento, mas também outras fontes de emissão, além de se utilizar de novos parâmetros, as fábricas fizeram altos investimentos para finalizar 2021 dentro dos requisitos, mas também anunciaram o fim de linhas famosas como o Fiat Uno e o Renault Sandero.

Com a crescente estratégia das montadoras de aumentar o ticket médio para equilibrar a balança comercial abalada por conta da crise de semicondutores, a saída da maioria dos carros populares e de versão standart promete turbulências na mobilidade urbana de 2022.

Carro permanece em alta mesmo com a queda no desejo em possuir um

Principalmente em grandes centros, onde existem mais alternativas de mobilidade, o desejo em possuir um veículo é cada vez menor. Os altos custos de manutenção, abastecimento e estacionamento são motivos suficientes para muitos usuários não enxergarem necessidade de posse. Entretanto, o carro continua em alta, podendo ser utilizado de variadas formas.

Com o surgimento e otimização de aplicativos de transporte como a Uber, novos horizontes se abriram para a mobilidade urbana. A assinatura de veículos é um modal com forte tendência para o Brasil, mas não é a única: vem chegando o carsharing, onde são disponibilizados pela cidade pontos com veículos elétricos que podem ser utilizados e devolvidos no mesmo local (round trip) ou em pontos diferentes (one way trip).

Por sofrer grande desvalorização no decorrer do tempo, as novas maneiras de usufruir de um veículo se mostram muito vantajosas – talvez até mesmo para motoristas profissionais.