Mercado nacional e as tecnologias de segurança veicular e assistência ao condutor

#Automóveis #Mobilidade #Indústria #Automotores

A indústria nacional tem buscado investir no desenvolvimento de tecnologias de segurança e de assistência aos condutores, devido à alta demanda por veículos mais seguros por parte dos consumidores. Segundo especialistas da Bosch: “Em uma pesquisa que fizemos com os consumidores, 93% consideram que a segurança é fator primordial”, afirma Michel Braghetto, gerente de marketing da divisão Chassis System Control da empresa. “Mais de 50% dos respondentes gostariam que seus veículos tivessem tecnologias de segurança e sistemas de assistência ao condutor.”

Neste cenário, vê-se que no trânsito, 90% dos acidentes são ocasionados por falhas humanas. Seguindo a necessidade de reduzir esse índice, a Bosch
conta, por exemplo, com o avançado sistema AEB (Frenagem Automática de Emergência, em português). A tecnologia de assistência ao condutor pode evitar 50% das colisões traseiras, explica Leimar Mafort, gerente de engenharia da divisão Chassis System Control. Ele afirma que a tecnologia tem conquistado espaço entre os carros compactos mais vendidos no mercado nacional.

Além do sistema AEB, também menciona-se o ESP – Programa Eletrônico de Estabilidade, que já é obrigatório para modelos leves no mercado nacional. Este, além de detectar e neutralizar movimentos de derrapagem do veículo, também conta com tecnologias de frenagem automática. De acordo com pesquisadores da Bosch, o item pode evitar 80% de todos os acidentes.

O crescimento dessas modalidades de segurança é uma tendência. Portanto, montadoras não encontrarão outra saída a não ser aderi-la. Já em relação ao impacto negativo da pandemia sobre esses projetos, especialistas afirmam que não há preocupação: o mercado continuará dependendo dessa conscientização por parte da indústria.

O que você acha sobre o tema?

Aquecimento no mercado automotivo

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A Fenabrave, associação que reúne as revendas franqueadas de veículos, afirmou na semana passada, que, este momento entre setembro e dezembro, o mercado está apresentando seu melhor desenvolvimento comparado com o restante do ano de 2020. O presidente da entidade, Alarico Assumpção Jr., avalia que o bom resultado está ligado diretamente ao aumento da confiança do consumidor aliado à maior oferta de crédito, que vem sustentando o crescimento mês a mês dos negócios.

Também registrou que, outubro foi o melhor mês do ano com leve alta de 3,25% sobre setembro, mas ainda em expressiva queda, de 14,9%, sobre o mesmo mês de 2019, quando foram licenciadas 241.142 unidades.

“O mercado vem gradativamente retomando bons patamares de venda. Ainda que com o mesmo número de dias úteis (21) de setembro, em outubro tivemos o maior volume de emplacamentos de 2020”, destacou o presidente da Fenabrave.

Ainda sim, há um cenário de compra bastante aberto, já que a limitação de produção, fato que as fábricas vêm enfrentando a falta de alguns insumos e componentes e não conseguem atender todos os pedidos, ocasiona um engarrafamento de solicitações, pois as locadoras de veículos relatam que têm 150 mil pedidos de carros não atendidos pelas montadoras até o momento.

Os mercados de automóveis e comerciais leves vêm apresentando resultados diferentes. Em outubro, as vendas de veículos de passeio (168,5 mil) cresceram 4,6% em relação a setembro e registraram queda de 17,6% em relação ao mesmo mês de 2019. Já nos emplacamentos de utilitários leves (36,8 mil no mês) os sinais de positivo e negativo se invertem: houve recuo de 2,4% sobre setembro e pequena alta de 0,4% ante outubro do ano passado.

Será então que estamos vendo um horizonte promissor para os fabricantes? Compartilhe em suas redes sociais.

“Setor aponta crescimento

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A Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta melhora na situação financeira do setor, além do acesso ao crédito. Apresentando assim, uma forte retomada em setembro, tanto no que diz respeito à produção, quanto na capacidade instalada. “Expectativa de uma sustentação desse crescimento nos próximos meses, uma contratação que só vai acontecer em uma percepção de melhor. É um resultado bastante importante. Tudo isso ajuda para uma sustentação do crescimento para além do que foi perdido nos meses de abril e março por conta da pandemia.” Afirma o gerente de Análise Econômica, Marcelo Azevedo.

Entretanto, tal retomada implica em desabastecimento em cadeias siderúrgicas, construção civil, automotiva e a reclamação de preços mais elevados das matérias primas, isso porque, com a paralisação no início do ano, a demanda caiu e os estoques foram afetados.

Segundo pesquisa da CNI, faltam insumos para abastecer 68% das indústrias brasileiras. A indústria têxtil foi um dos primeiros setores a reagir neste segundo semestre, o custo da matéria-prima está mais alto também.
A CNI afirma que foram 800 empresas consultadas no estudo que estão com dificuldades para obter insumos no país. Sem matéria-prima suficiente para atender a demanda das indústrias, o que tem disponível no mercado ficou ainda mais disputado, o que acabou encarecendo os produtos.

“A economia reagiu em uma velocidade acima da esperada. Assim, tivemos um descompasso entre a oferta e a procura de insumos. E tanto produtores quanto fornecedores estavam com os estoques baixos. No auge da crise, vimos a desmobilização das cadeias produtivas e baixos estoques. Além disso, temos a forte desvalorização do real, que contribuiu para o aumento do preço dos insumos importados”, afirma o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.

A pesquisa mostra que 44% das empresas consultadas afirmam que estão com problemas para atender os clientes. Essas empresas apontam entre as principais razões para a dificuldade de atendimento a falta de estoques, apontada por 47% das empresas, demanda maior que a capacidade de produção, com 41%, e incapacidade de aumentar a produção, com 38%.

“Como ficará a mobilidade urbana pós covid19?

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Em função do isolamento social imposto pela pandemia do covid19, as tendências do futuro foram aceleradas e se tornaram rotina de muitas pessoas. Muitas das inovações e adaptações dizem a respeito à mobilidade urbana. Em função dessa reconfiguração na vida das pessoas, o carro que antes era usado todos os dias para o deslocamento até o trabalho, agora com o home office passou a ser usado 2 a 3 vezes durante a semana, o que leva as famílias repensarem sua necessidade de posse com o automóvel.

Segundo uma pesquisa realizada pela Global Consumer Insights e conduzida pela PwC, revela que, no pré-covid, 47% dos entrevistados diziam comprar em lojas físicas uma vez por semana. Durante o período de “lockdown” no entanto, esta tendência mudou rapidamente, com consumidores visitando lojas físicas com pouca frequência, fazendo refeições e procurando entretenimento em casa. Ainda que a vida possa voltar ao normal, para que as pessoas saiam de casa e voltem a visitar lojas, restaurantes e locais de entretenimento, elas precisam se sentir seguras.

Por isso, locadoras passaram então, a anunciar suas medidas tomadas com relação a higienização e protocolos usados ao servir o cliente e proteger seus funcionários. Esse tema impacta diretamente os provedores de serviços de mobilidade, locadoras e concessionárias.

A pandemia também acelerou a tendência de compras on-line. Mais de 50% dos respondentes da pesquisa disseram que diminuíram suas compras em lojas físicas e em contrapartida, aumentaram significativamente as compras on-line. Cerca de 90% dos respondentes disseram que este é um hábito que pretendem manter no futuro.

Entretanto, em uma outra pesquisa feita na China pela PwC, durante a pandemia, 84% dos entrevistados entendiam que comprar um carro privado será importante após a epidemia para dar a proteção futura necessária. Adicionalmente, 92% dos consumidores responderam que sistemas de purificação do ar serão necessários no futuro e que 70% dos carros deveriam vir equipados com kit de primeiros socorros que incluem máscaras de proteção.

Portanto, tais medidas comportamentais afetam diretamente a mobilidade e o setor automotivo. Você acha que esses hábitos irão permanecer no pós covid?

Como será o futuro da mobilidade?

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Há mais de três décadas que sistemas eletrônicos são desenvolvidos e aprimorados, e com isso, motores automotivos vem sendo evoluídos de acordo com as crescentes exigências dos clientes e legisladores. Muito se discute sobre o tema, já que a digitalização e a conectividade estão em alta no ramo.

A busca por eficiência é resultado do trabalho árduo de profissionais com diferentes formações técnicas, como mecânicos, químicos, eletroeletrônicos, especialistas em materiais, computação, processamento de dados e entre outros. Para esses profissionais, o exercício é complexo. Portanto, é necessário passos adicionais na capacitação, já que os veículos caminham para um nível avançado de integração das diversas áreas. Se faz importante então, aquele que tem visão estratégica das inter-relações do sistema, envolvendo big data e IoT.

É de interesse das organizações que se fazem presentes na cadeia, investirem nessa mão de obra dinâmica, a fim de buscar seu lugar atualizado no mercado.

Além do aperfeiçoamento da inteligência tecnológica em prol da satisfação e agilidade da experiência do cliente, nota-se também a tendência por modelos de mobilidade compartilhada. Então, vê-se que as empresas que querem estar de acordo com as linhas que o mercado está traçando, precisam se adaptar e criar alternativas que englobem a promessa do futuro próximo.

Contudo, para alcançar a prestabilidade é imprescindível abraçar as inclinações atualizadas da sociedade. E é dessa maneira que vamos sofisticando e evoluindo como instituições.

Os carros elétricos e a problemática das baterias a base de metais

#Carros #Elétricos #Indústria #Automotores

Os carros elétricos são a nova aposta ecológica da sociedade contemporânea. Para unir sustentabilidade e eficiência, diversas montadoras estão buscando resoluções para aumentar a capacidade das baterias dos veículos, sem prejudicar o custo de tal. A Volkswagen por exemplo, anunciou que vai mudar as células de sua bateria, aumentando a quantidade de Níquel.

Atualmente, as baterias são compostas por 65% de níquel, 15% de cobalto e 20% de manganês. Segundo Frank Blome, chefe de células de bateria da montadora, a partir do próximo ano, as baterias serão compostas por 80% de níquel, 10% de cobalto e 10% de manganês.

Entretanto, a exploração desses componentes remete a conflitos sobre o impacto da mineração no meio ambiente. O que é um tanto quanto preocupante no ramo. Além disso, a dependência das marcas sobre o cobalto e o níquel acarreta mais custos à produção, já que são caros devido seu complexo processo de extração.

Com isso, a Contemporary Amperex Technology (CATL), maior fabricante de baterias para veículos elétricos no mundo, estuda um novo tipo de bateria que dispensa o uso de níquel e cobalto, disse Meng Xiangfeng, executivo sênior da companhia, durante evento virtual. O representante mencionou que as novas baterias não incluirão metais caros, como os mencionados nos primeiros parágrafos.

Em julho, a Panasonic, também fornecedora da Tesla, revelou planos de desenvolver soluções livres do minério em até três anos.

A tendência é que esse pensamento se difunda entre as marcas e seus fornecedores.

Parceria entre CPFL e Volkswagen Caminhões e Ônibus

#Volkswagen #CPFL #Indústria #Automotores

Com a criação de um laboratório de mobilidade elétrica em Indaiatuba (SP), a CPFL e a Volkswagen Caminhões e Ônibus firmam parceria na área de mobilidade elétrica no Brasil, apoiado no programa de pesquisa e desenvolvimento da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).  A colaboração entre as empresas é focada para substituir 100% da frota de veículos operacionais por seus equivalentes elétricos e do desenvolvimento de um sistema inteligente de recarga para veículos.

“Até 2024 a empresa tem planos de investir mais de R$ 96 milhões em projetos para fomentar a mobilidade elétrica no Brasil por meio de projetos de pesquisa e desenvolvimento fomentados pela Aneel e o projeto de Indaiatuba em parceria com a VW Caminhões e Ônibus faz parte desta iniciativa”, afirma Renato Povia, diretor de estratégia e inovação da CPFL.

“A eletromobilidade é um dos pilares do Grupo Traton, do qual faz parte a VW Caminhões e Ônibus. Por isso somamos forças para tornar viável a produção e aplicação dos primeiros caminhões elétricos desenvolvidos e feitos no Brasil”, afirma Roberto Cortes, presidente e CEO da VWCO.

O projeto também soma outras empresas e seus expertises à sua concepção, como Siemens, Senai Cimatec.

Investimentos e a nova linha de extrapesados da Volkswagen

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A Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO) investe R$500 milhões em ampliações e modernização industrial em sua planta em Resende (RJ) para fabricação e estudos em extrapesados. Além disso, outros R$500 milhões foram destinados ao desenvolvimento de novos cavalos mecânicos, incluindo trabalhos de engenharia, nacionalização de componentes, montagem de protótipos e testes de rodagem em seis estados brasileiros e também no exterior.

O projeto da nova linha de extrapesados, Meteor, já consumiu metade da verba total (R$1 bilhão). A nova família auto da VWCO, representa o resultado de todos os estudos de desenvolvimento acerca da Indústria 4.0, realizada pela companhia até o momento. Pois, os caminhões contarão com tecnologias inéditas que promovem conectividade entre motorista e máquina.

Os veículos foram paramentados com equipamentos para monitorar e colher dados de 300 pontos do caminhão, desde um suporte de roteiro de chicote a um eixo inteiro, consolidando assim o maior programa de aquisição de dados da VWCO.

O Brasil é o primeiro país no mundo a fabricar caminhões de grande porte da marca. Para isso, precisou-se fazer alguns ajustes em sua fábrica em Resende, para conseguir desempenhar todas as aplicações da “quarta revolução industrial” também conhecida como “Indústria 4.0”. A manufatura passou a ser digital e integrada, fazendo com que todos os processos sejam altamente automatizados e interconectados em rede de dados, visando o monitoramento dos processos.

A companhia se orgulha em apresentar os novos caminhões com alto índice de nacionalização, integrando diversos fornecedores brasileiros em seu projeto.

Petrobrás passa a produzir nova gasolina

#2020 #Petrobrás #Indústria #Automotores

Devido à constatação de efeitos negativos nos automóveis, gerados pelo combustível vendido no Brasil, como quebra de motores novos depois do abastecimento e aumento de consumo, a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) passou a adotar novas especificações em sua fórmula, adaptando o RON – sigla em inglês para Research Octane Number, método de pesquisa mais usado na Europa, que avalia a resistência da gasolina à detonação com o motor carregado e em baixa rotação de até 3000 rpm – que era baixo.

 “Tínhamos à venda no País gasolina com massa baixa, chegamos a ver com 680 kg/m3, que aumenta o consumo. Por isso foi importante especificar o mínimo de 715 kg/m3 que passa a valer agora”, explica Rogério Gonçalves, especialista em combustíveis da Gerência de Desenvolvimento de Produtos da Petrobras. A nova gasolina, reduz o consumo de 4% a 6%. A Petrobras então, já está produzindo gasolina mais eficiente em todas as suas refinarias. O combustível tem novas especificações de octanagem e massa prevista pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), que em sua Resolução 807/20, publicada em janeiro deste ano, determina que a partir de 3 de agosto próximo toda gasolina vendida no País tenha no mínimo 92 octanas medidas pelo método RON e peso mínimo de 715 kg por metro cúbico.

General Motors é reconhecida por excelência na utilização de energia sustentável

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A fabricante General Motors, foi reconhecida por sua excelência em utilizar a energia de modo consciente, registrando 56% de redução no consumo de gasto médio por veículo, nas instalações de Rosario, na Argentina, e no setor de estamparia da unidade de São José dos Campos, entre 2003 e 2019. O prêmio, chamado Energy Star Challenge for Industry, é um padrão internacional para o consumo eficiente de energia. As plantas de Gravataí (RS), São Caetano do Sul (SP), Mogi das Cruzes (SP) e Equador já haviam sido premiadas.

A conquista está relacionada às iniciativas da companhia, em obter um futuro mais consciente e sustentável. A operação de Rosario, reduziu seu consumo por unidade em 10,4% entre 2017 e 2019 e a fábrica de estamparia, do Complexo Industrial de São José dos Campos diminuiu em 24,3% no mesmo período.

Tal eficiência energética foi alcançada graças à otimização dos processos produtivos, a substituição da iluminação antiga por LED, a eliminação contínua de desperdícios de ar comprimido, o desligamento eficiente dos equipamentos em horários não produtivos, a substituição de compressores e motores por máquinas mais eficientes e com variador de velocidade, e por fim, através do treinamento e conscientização dos funcionários para o uso eficiente da energia e eliminação dos desperdícios.

A empresa é a única que recebeu o prêmio na América do Sul.

Além deste, sua fábrica no Equador recebeu o reconhecimento pela certificação ISO 50.001, pelo Energy Insight Award, concedido pelo Clean Energy Ministerial. A condecoração celebra a liderança no campo da gestão eficiente da energia. As unidades de São Caetano do Sul, Mogi das Cruzes, Gravataí e Rosario também possuem a glória.

Além de ser bom para o meio ambiente, o consumo de energia elétrica de forma consciente pelas indústrias, resulta positivamente em seu parâmetro financeiro. Fazendo a substituição por elementos renováveis na maneira de produzir eletricidade, esta estratégia vai refletir na redução dos custos de produção e, consequentemente, maior economia para a companhia.